TÓ e J.P., dois alunos de Cinema bastante preguiçosos, têm de fazer um videoclip, só que deixaram para a última hora. J.P. sabe tocar guitarra e TÓ sabe cantar, e assim, numa atitude de “desenrasca”, decidem fazê-lo no próprio quarto de J.P.
À medida que o relógio avança, descobrem que têm gostos, feitios e estéticas diferentes. A confusão gera-se e frustrados com a falta de sintonia nas ideias, decidem fumar substâncias ilícitas para “se inspirarem”. Agora, em vez de falta de ideias, elas são tantas e tão alucinantes que a confusão e o caos se redobram.
De forma hilariante, o espectador vê em “realtime” (na própria imagem) a desgarrada estética que ocorre entre os dois. O tempo esgota-se cada vez mais depressa e a solução é improvisar. Finalmente, gravam como se fosse um “directo”, numa espécie de “tudo ao molho e fé em Deus”, em que o que “salta à vista” são as absolutas incoerências de estilo e forma defendidas por cada personagem. TÓ e J.P. terminam o videoclip, mas o resultado, esse, só o espectador o pode avaliar.